sábado, 1 de março de 2014

LEGADO DE UMA COPA

Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus atribuem à pendengas judiciais e ao período de chuvas os motivos para o atraso nas obras prometidas como legado da Copa como monotrilho, o BRT e recuperação das vias de acesso à arena e aeroporto. O Brasil teve seis (6) anos para se preparar, os processos licitatórios correriam normal se o nosso País tivesse dado realmente importância ao evento. Elefantes brancos: África do Sul é um alerta para o Brasil Passados quase quatro anos do Mundial, o país tem vários estádios muito pouco usados - entre eles, o mais bonito (e mais caro) de todo o Mundial, na Cidade do Cabo (http://veja.abril.com.br/). Desvantagens da copa de 2014 Como desvantagens há o enorme investimento em construção de estádios e outras infraestruturas para a copa, boa parte desses investimentos são financiados com dinheiro público e obviamente não é do agrado de todos que o país deixe de investir em saúde, educação e segurança, por exemplo, para investir dinheiros dos impostos em construção de estádios. É possível acreditar ainda que o país não esteja preparado para transmitir uma boa imagem para o mundo e que esta visibilidade possa ser inclusive negativa. É claro que o mais provável que aconteça é que as cidades e os locais da copa sejam maqueados para tentar transmitir uma boa impressão e o restante do país continue como estava mesmo (http://www.perguntaria.com.br/). Eu não tenho que me orgulhar de nada por uma obra desnecessária como essa que só veio a atender interesses escusos, pois vejamos o estádio Vivaldo Lima "Vivaldão" patrimônio do povo amazonense estava avaliado em torno de R$ 350/400 milhões e foi um projeto arquitetônico premiado e o último governador gastou R$ 10 milhões na sua reforma e jogaram o erário pelo ralo. A entidade máxima do futebol não impôs a derrubada do estádio e sim que ele se adequasse as suas exigências, só para se derrubar o estádio foram gastos R$ 25 milhões dos cofres públicos. Para se fazer a arena que já estar fadado a ser um grande elefante branco seriam gastos inicialmente R$ 505 milhões (já foram gastos 669,5 milhões) ao passo que para se reformar o "Vivaldão" cumprindo todas as exigências se gastaria apenas R$ 200 milhões. Você sabia disso? O Governo estadual tem de pagar o BNDES (R$ 400 milhões) e a Caixa Econômica (R$ 105,1 milhões). Segundo o gerente da dívida pública a arena será paga em 180 meses até 15 de janeiro de 2026. E com Caixa será pago até 2033. O Governo alega que não tem recurso para administrar o estádio, após a Copa do Mundo. Reforma do aeroporto está atrasada o Governo Federal não cumpriu as promessas para Manaus, a reforma do aeroporto custará aos cofres públicos R$ 445 milhões. Orçada em R$ 89,4 milhões, as obras de recuperação do Porto de Manaus sequer iniciaram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário